sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"Imaginem só", a vida como ela é.



Segunda me deparei com um daqueles filmes americanos para adolescentes chamado "Imaginem Só". 

O filme conta, basicamente, sobre um pai super protetor que coloca sua filha de castigo justamente no dia em que ela é convidada para ir a melhor festa do ano com o cara mais popular da escola. Aí a filha, insatisfeita com a decisão do seu pai, pega uma bola de cristal e pergunta se ela deve ou não ir para a tal festa. A princípio a bola diz que não [de diversas formas] até que ela consulta tanto a bola que, finalmente, ouve a resposta que queria: "É claro que sim". Decidida a ir na festa, a filha dribla o pai dizendo que vai estudar com as amigas, porém precisa enviar uma foto ou mostrar pela webcan do celular tudo o que está fazendo. Por causa disso, a filha enfrenta várias situações complicadas até que, finalmente, ela consegue chegar a tal festa! Enquanto isso, o pai que não era nada bobo, vai percebendo a situação em que se encontra o relacionamento dele com a filha e, em um momento de reflexão, fala para si mesmo: "Eu perdi o controle sobre a minha filha. Ela me vê como um pai carrasco, mas eu quero que me veja como um pai amoroso."

"Viajando" um pouco, comecei a refletir...
O que aconteceu nesse filme é bem próximo do fazemos com Deus quando buscamos, a todo custo, a nossa vontade. Deus vem e nos diz "não" para aquilo que queremos e, em algumas vezes, até nos coloca em uma posição que parece ser um castigo para nós. Sentimo-nos injustiçadas e, insatisfeitas com o que estamos vivendo, procuramos alguma forma de obter um sim, mesmo que seja preciso consultar as nossas "bolas de cristais". E, então, com o nosso "sim", criamos situações inusitadas que nos levam a "driblar" Deus e, consequentemente, a enganar nós mesmas ao acharmos que Ele não está ciente de tudo o que temos feito. Além, é claro, de envolvermos algumas pessoas "inocentes" na história.

O pior é que, muitas vezes, acabamos mudando o foco porque o nosso desejo não é mais no tal alvo e sim em satisfazer nosso ego, ganhar a guerra [que achamos estar travada], barganhar posições e status. Em um momento do filme a tal filha e as suas amigas não conseguem o que querem e uma delas comenta: "Não dá mais. É melhor aceitarmos que fazemos parte da lista dos excluídos, dos perdedores." A tal filha responde: "Não. Eu passei a minha vida toda nessa lista, não vou desistir agora". É, muitas vezes queremos mostrar ao mundo que somos as melhores e merecemos o que queremos. Todavia, se quer importamos com o que Deus está pensando sobre nós. Tomamos o controle da nossa vida e ignoramos todo o resto, inclusive o fato de que Deus é AMOR e não outra coisa.

E, na maior parte, só percebemos o que Deus queria nos dizer quando chegamos ao que tanto desejávamos.
Como a tal filha que, no quarto da melhor festa do ano com o cara mais popular, fica sozinha por alguns instantes e percebe tudo o que fez. Aí ela sai correndo da festa, vai de encontro ao seu pai, que estava esperando-a, e diz: "Pai, lembra que você sempre disse que eu nunca te escuto? Hoje, quando estava em um momento decisivo, eu escutei meu coração e ouvi você falar. E você me ensinou a escolher."

Deus sempre nos ensina o melhor, mesmo quando Ele diz não para aquilo que nós achamos ser o melhor. Até porque o "não" de Deus pode ser apenas por um período, dia ou hora, porque Ele sabe que há um tempo certo para cada coisa debaixo do céu.
E, assim como a filha que, tempos depois de dizer "não" para o garoto mais popular, foi coroada como a rainha do colégio ao lado do príncipe [que nada mais era do que o garoto que ela disse "não"], nós também podemos ter o momento de "coroação" porque ousamos dizer "não" para nós mesmas e "sim" para Deus.

E, quem sabe nesse dia, ao nosso lado estará o que tanto desejávamos, mas dessa vez da forma certa, a de Deus, e não da nossa.

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