terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sábia era Maria...


Em Lucas 2:1-20, conta-se sobre o nascimento de Jesus. Se nós lermos o que é relatado, podemos perceber que os acontecimentos foram se encaixando no propósito de Deus. Primeiro a questão de José ter que se alistar, depois o fato de não ter vaga na hospedaria (pousada, estalagem, etc...) e, por fim, o fato de Jesus nascer perto de pastores que foram avisados, pelos anjos, sobre seu nascimento. 
Foi lindo tudo isso, né? Mas sabe o que me chamou atenção? O fato de que mesmo com esses acontecimentos, "Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração" (Lucas 2:19). 
Nossa, que sabedoria! Porque sinceramente, quantas de nós, se estivesse no lugar de Maria, não teria se animado, se empolgado e até se exaltado porque éramos a mãe de Jesus? Quantas de nós não teria gritado pelo mundo e contado para algumas (ou muitas pessoas) que o Filho de Deus era nada menos do que o nosso filho? Quantas de nós não seria precipitada nas palavras? 
Imagina o que teria acontecido se nós chegássemos para as pessoas, que Deus ainda não tinha revelado quem era Jesus, e dito a eles: "Nossa, nem te conto, sabe o Salvador que Deus prometeu? Então, Ele é o meu filho! Não é o máximo?" ou então "Ai como eu estou feliz, Deus me concedeu a graça de dar a luz ao Seu Filho. Fui tão abençoada!".
Imaginou? Caso não, deixa eu te ajudar... no mínimo isso geraria algo como boas risadas, dúvidas, invejas, repreensões, malícias, opiniões desfavoráveis, etc... porque nem tudo o que Deus revela para um será revelado para o outro.
Porque? Porque há um tempo certo para cada coisa e, enquanto esse tempo não chegar, nem todos compreenderão os planos de Deus. Alguns irão agir racionalmente, outros religiosamente, outros carnalmente e outros até espiritualmente demais (o que nem sempre é favorável).
Por isso, quando algo nos for revelado (e até confirmado com ou para outras pessoas), não é bom comentarmos por aí. O melhor a fazermos é seguir o exemplo de Maria, ouvindo tudo, mas guardando em nosso coração. 
Porque, no momento certo, a vontade de Deus será confirmada e concretizada. E nessa hora não precisaremos das nossas palavras para provar ou afirmar algo. 
A situação, por si só, já falará tudo!

PARA DEUS TUDO É POSSIVEL PORQUE ELE NÃO VÊ COMO O HOMEM VÊ. 
ENTÃO, SE AINDA NÃO TEVE UM FINAL FELIZ, É PORQUE NÃO CHEGOU O FIM (A HORA CERTA DE ALGO ACONTECER).
ESPERE O MOMENTO CERTO E VOCÊ VERÁ!

Ah, só mais um detalhe: Assim como foi com Jesus, também poderá ser conosco...
Talvez nem todos aceitarão e perceberão que isso é propósito de Deus. 
Talvez, para alguns, levará um tempo até terem o entendimento certo do ocorrido.
E, talvez, para outros, esse tempo jamais chegará porque se fecharam demais em suas próprias opiniões.
Então, não se assuste caso alguém fique contra você.

O IMPORTANTE É ENTRE VOCÊ E DEUS.
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Leitura complementar: Lucas 2:1-20 http://www.bibliaonline.com.br/acf/lc/2

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Final Feliz?!




Esses dias estava lendo um livro muito interessante e comecei a me empolgar com a história da protagonista de tal forma que me deu uma vontade incontrolável de ler as últimas páginas do livro só para saber logo como seria o final. Para falar a verdade cheguei até a folhear e passar os olhos bem rápido, mas me deparei com o que estava fazendo e na hora lembrei do livro anterior que eu deixei encostado porque li o final [Eu até tentei ler o restante que faltava, sabe?! Mas toda vez eu pensava "Ah, já sei o final mesmo"]. 
Então me dei conta de que se eu lesse as páginas finais do atual livro, antes da "hora certa", independente de como seria, provavelmente a MINHA história se repetiria: eu acabaria perdendo o interesse porque a minha curiosidade estragaria a leitura total do livro. 

Então entendi que a minha ligação com os livros não era por causa da narração, dos acontecimentos e dos "finais felizes" e sim por causa da minha CURIOSIDADE. E o meu problema também, afinal, ela me fazia perder boa parte da história.

Indo mais além, percebi que essa vontade de saber o fim acontece direto na minha vida, e creio que na de muitas mulheres, pois a maioria de nós é, por natureza, muito curiosa. Queremos saber de tudo, nada escapa da nossa curiosidade. Provavelmente é por isso que sofremos mais do que os homens quando não sabemos como algo vai acabar. 
Para nós, o "silêncio" [falta de resposta ou conhecimento sobre o fim] é como um cisco no olho, incomoda tanto que só aquietamos quando o tiramos. Fazemos de tudo para ele sair: Esfregamos, choramos, piscamos repetidamente e até chegamos a pedir para outras pessoas soprarem em nossos olhos afim de que o tal cisco saia. A última coisa que fazemos é ter calma e paciência. Aliás, essas duas palavras não combinam em nada com a curiosidade que tem como companheiras as famosas "Inhazinhas" [irritaçãozinha e inquietudezinha].


Mas na verdade, o problema disso tudo é que quando buscamos saber logo o fim de algo [sem, de fato, já estarmos vivenciando o fim], não percebemos que estamos deixando de lado todo o resto da história e, por conseqüência, perdendo alguns capítulos que podem ser fundamentais para entendermos o porquê de ter esse final [e não aquele]. E, não menos importante, também pulamos acontecimentos paralelos que nos reservam grandes emoções [que só percebemos quando nos permitimos viver].


Infelizmente, por causa dessa tal curiosidade, não vivemos a nossa história, nós apenas folheamos, rapidamente, as páginas. Aí quando chegamos ao fim [tão desejado] não entendemos porque tudo ficou tão sem graça.

É porque a graça ficou no meio das linhas perdidas que tanto pulamos. E aí, para recuperá-la, só se começarmos tudo de novo ou procurarmos uma nova história... 

Ou, na melhor das hipóteses, MUDANDO HOJE a nossa história, deixando a curiosidade de fora e permitindo que todo o resto [personagens e acontecimentos] encenem a sua parte.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"Imaginem só", a vida como ela é.



Segunda me deparei com um daqueles filmes americanos para adolescentes chamado "Imaginem Só". 

O filme conta, basicamente, sobre um pai super protetor que coloca sua filha de castigo justamente no dia em que ela é convidada para ir a melhor festa do ano com o cara mais popular da escola. Aí a filha, insatisfeita com a decisão do seu pai, pega uma bola de cristal e pergunta se ela deve ou não ir para a tal festa. A princípio a bola diz que não [de diversas formas] até que ela consulta tanto a bola que, finalmente, ouve a resposta que queria: "É claro que sim". Decidida a ir na festa, a filha dribla o pai dizendo que vai estudar com as amigas, porém precisa enviar uma foto ou mostrar pela webcan do celular tudo o que está fazendo. Por causa disso, a filha enfrenta várias situações complicadas até que, finalmente, ela consegue chegar a tal festa! Enquanto isso, o pai que não era nada bobo, vai percebendo a situação em que se encontra o relacionamento dele com a filha e, em um momento de reflexão, fala para si mesmo: "Eu perdi o controle sobre a minha filha. Ela me vê como um pai carrasco, mas eu quero que me veja como um pai amoroso."

"Viajando" um pouco, comecei a refletir...
O que aconteceu nesse filme é bem próximo do fazemos com Deus quando buscamos, a todo custo, a nossa vontade. Deus vem e nos diz "não" para aquilo que queremos e, em algumas vezes, até nos coloca em uma posição que parece ser um castigo para nós. Sentimo-nos injustiçadas e, insatisfeitas com o que estamos vivendo, procuramos alguma forma de obter um sim, mesmo que seja preciso consultar as nossas "bolas de cristais". E, então, com o nosso "sim", criamos situações inusitadas que nos levam a "driblar" Deus e, consequentemente, a enganar nós mesmas ao acharmos que Ele não está ciente de tudo o que temos feito. Além, é claro, de envolvermos algumas pessoas "inocentes" na história.

O pior é que, muitas vezes, acabamos mudando o foco porque o nosso desejo não é mais no tal alvo e sim em satisfazer nosso ego, ganhar a guerra [que achamos estar travada], barganhar posições e status. Em um momento do filme a tal filha e as suas amigas não conseguem o que querem e uma delas comenta: "Não dá mais. É melhor aceitarmos que fazemos parte da lista dos excluídos, dos perdedores." A tal filha responde: "Não. Eu passei a minha vida toda nessa lista, não vou desistir agora". É, muitas vezes queremos mostrar ao mundo que somos as melhores e merecemos o que queremos. Todavia, se quer importamos com o que Deus está pensando sobre nós. Tomamos o controle da nossa vida e ignoramos todo o resto, inclusive o fato de que Deus é AMOR e não outra coisa.

E, na maior parte, só percebemos o que Deus queria nos dizer quando chegamos ao que tanto desejávamos.
Como a tal filha que, no quarto da melhor festa do ano com o cara mais popular, fica sozinha por alguns instantes e percebe tudo o que fez. Aí ela sai correndo da festa, vai de encontro ao seu pai, que estava esperando-a, e diz: "Pai, lembra que você sempre disse que eu nunca te escuto? Hoje, quando estava em um momento decisivo, eu escutei meu coração e ouvi você falar. E você me ensinou a escolher."

Deus sempre nos ensina o melhor, mesmo quando Ele diz não para aquilo que nós achamos ser o melhor. Até porque o "não" de Deus pode ser apenas por um período, dia ou hora, porque Ele sabe que há um tempo certo para cada coisa debaixo do céu.
E, assim como a filha que, tempos depois de dizer "não" para o garoto mais popular, foi coroada como a rainha do colégio ao lado do príncipe [que nada mais era do que o garoto que ela disse "não"], nós também podemos ter o momento de "coroação" porque ousamos dizer "não" para nós mesmas e "sim" para Deus.

E, quem sabe nesse dia, ao nosso lado estará o que tanto desejávamos, mas dessa vez da forma certa, a de Deus, e não da nossa.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Compra-se relacionamentos saudáveis. Pagamento à vista

Como de costume, Sophia abriu o jornal para ler enquanto bebia seu café.
Qual não foi sua surpresa ao se deparar com um anúncio um tanto intrigante:

'Compra-se relacionamentos saudáveis, pagamento à vista'.

"Como assim? Desde quando relacionamentos estão a venda? E quem iria vender um e qual sã pessoa compraria o relacionamento de alguém?"
Curiosa com o que lera, Sophia decidiu entrar na "brincadeira" e começou a discar o número que se encontrava no tal anúncio. Trim... trim.. trim...

- Alô?
- Oi, é que eu vi o anúncio sobre comprar relacionamentos saudáveis e quero saber quanto você vai pagar pelo meu relacionamento.
- Olha moça, antes de tudo eu preciso ter certeza de que o seu relacionamento é saudável.
- Ah tá, e como você irá descobrir isso?
- Com algumas perguntas deduzirei se o seu relacionamento pode preencher os requisitos como algo a ser considerado saudável. Se suas respostas condizerem com as desejadas, então passaremos para a fase de análise, em que iremos averiguar pessoalmente se você e a tal pessoa em questão se comportam como duas pessoas que possuem um relacionamento saudável. Caso seja positivo, teremos o momento de teste, aonde colocaremos os relacionados em constante provação afim de que possamos eliminar qualquer suspeita que leve a um relacionamento nada saudável. Por fim, se tudo ficar provado de que você e a tal pessoa tem um relacionamento saudável, poderemos negociar o valor do mesmo. Todavia, só compraremos o seu relacionamento se a outra parte assim concordar.
- Eita, mas isso tudo é muito complexo e complicado, não tem um jeito mais fácil?
- Moça, se relacionamentos saudáveis fossem fáceis de se achar, não estaríamos procurando um para comprar.


RELACIONAMENTOS SAUDÁVEIS...
Quantas de nós estão em busca de um relacionamento saudável?
Seja com o pai, a mãe, os irmãos, o namorado, o amigo, o marido, o chefe, o vizinho.
Não importa com quem, nós desejamos nos relacionar, não é verdade?
Mas parece que com a mesma intensidade que buscamos nos relacionar, também encontramos uma tremenda dificuldade em nos relacionar. Complexo?
Não, é simples. Mas nós temos a tendência de complicar.
Se não ligaram, não querem saber de nós.
Se não fomos convidadas, as pessoas estão chateadas conosco.
Se não nos apresentaram, não somos tão importantes.
Se não, não, não...
Quantos "não" nós encontramos em nossos relacionamentos? E quantos deles, de fato, foram dito pelo outro?
É bem provável que boa parte dos nossos relacionamentos fracassados derivam-se de nossos pensamentos. Vamos pegar o exemplo de Eva e a serpente.
Se fizermos uma metáfora, podemos dizer que todas temos dentro de nós uma serpente que fica nos atiçando para fazermos algo que trará conseqüências desastrosas.
Nós, mulheres, pensamos demais e, pior, permitimos que tais pensamentos sejam expressados em nossos relacionamentos. Se não buscarmos, constantemente, o domínio próprio para controlarmos nossas emoções e evitarmos que sejamos tomadas pelo impulso, podemos levar nossos relacionamentos ao fracasso.
Precisamos controlar nossos pensamentos e frear nossa língua. Essa é a segunda causa de muitos relacionamentos fragilizados.
Nós, mulheres, falamos demais! O problema não está em falar tanto, mas sobre o que falamos, para quem falamos e como falamos. Mais uma vez, vejamos o caso de Eva. Agora vamos comparar Eva e a serpente como se fossem duas mulheres conversando. Para quê a serpente foi falar com Eva sobre aquele assunto? E porque Eva foi dar ouvido a serpente? Para que Eva continuou puxando papo? Ela não podia, simplesmente, ignorar o que a outra estava falando e seguir o seu caminho? Ela não podia ter ficado na dela e ter confiado no que tinham lhe dito antes?
Nós, muitas vezes somos como a Eva ou a serpente nos relacionamentos e, inconsequentemente, colocamos tudo a perder com nossas dúvidas, questionamentos, curiosidades, ansiedades, cobiças, e tantos outros sentimentos maléficos que jogamos aleatoriamente, ou calculadamente, nos outros.
Se usássemos metade de nossos pensamentos a favor dos relacionamentos, e não contra, muitas coisas mudariam. Então, a velha pergunta "o que você tem?" seria respondida por nós para nós mesmas assim:
Vontade de falar? Converse consigo.
Querendo reclamar? Reclame para o espelho.
Sentindo-se rejeitada? Dê amor a si mesma.
Com inveja? Olhe para suas bençãos.
Chateada? Conte quantas vezes foi desculpada.
Tá querendo mandar email ou mensagem? Escreva coisas boas para você mesma.
É, mulheres, quando olharmos mais para nós e menos ao redor, entenderemos que todo relacionamento começa, primeiramente, entre nós mesmas, para depois se expandir aos outros. 
Então, se queremos relacionamentos saudáveis, antes precisamos deixar de lado as nossas "Evas" ou "serpentes" e nos tornar mulheres saudáveis, alegres, confiantes, retas, íntegras, com excelência moral, de boa índole. Que fazem bem aos outros, que geram alegria, que melhoram uma situação, que auxiliam ao próximo com sabedoria e discernimento, e, acima de tudo, que se amam.
Mulheres que protegem seus relacionamentos de si mesmas, de seu "eu" dominador, compulsivo, problemático, hipersensível, descontrolado, ditador.

Mulheres que fazem a diferença entre as mulheres.
Mulheres como a Rainha Ester.

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Para saber mais sobre relacionamentos saudáveis, indicamos a leitura do livro abaixo:
E quem deseja saber sobre a Rainha Ester, leia o livro Ester da bíblia. E pode complementar com a leitura abaixo:

quarta-feira, 13 de julho de 2011

"DOE PALAVRAS"

O Hospital Mário Penna em Belo Horizonte , que cuida de doentes de câncer, lançou um projeto que se chama "DOE PALAVRAS".
Fácil e rápido. Todos podem doar um pouquinho.

Você clica no link http://www.doepalavras.com.br/, escreve uma mensagem de otimismo, curta (como twitter) e ela aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento – na sala de quimioterapia.
Participe!
Doe um pouquinho das suas palavras e de seus pensamentos positivos.


P.S: Quanto mais pessoas souberem, mais esse remédio será difundido.